Cabo Verde,  Guiné-Bissau,  Moçambique,  Páginas Africanas,  Uncategorized

Autoras africanas no Top 100 Mulheres Inspiradoras dos PALOP 2026

No contexto do mês internacional da mulher – março – a Womenice divulgou, no dia 09/03, o Top 100 Mulheres Inspiradoras dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa 2026, isto é, 100 mulheres inspiradoras provenientes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe[1].

A organização da ação

A iniciativa da moçambicana Tania Tomé destaca mulheres de diferentes áreas que vêm desempenhando papéis significativos e inspirando outras mulheres através de suas produções e atuações, seja no cenário político, artístico, cultural, etc.

A organização do Top 100 foi feita e coordenada pela própria Tania Tomé, Presidente da Womenice, e contou com a participação de Graça Sanches e de Danielle Stsecki, como o Membros do Conselho. A lista com os nomes foi divulgada no site e nas redes oficiais da organização, e está disponível para todas as pessoas. No portal na revista Integrity tem uma fala da Tania Tomé, em que a organizadora diz:

“Esta lista celebra mulheres que têm décadas de experiência e impacto reconhecido, mas também abre espaço para novos talentos e vozes emergentes que inspiram através da sua participação digital, da inovação e do trabalho comunitário” (Tomé apud Integrity magazine).

Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique: mulheres inspiradoras

Entre as mulheres do Top 100 Mulheres Inspiradoras, destacam-se 5 grandes nomes da Literatura Africana de Língua Portuguesa: Dina Salústio (Cabo Verde); Odete Semedo (Guiné-Bissau); Paulina Chiziane, Sónia Sultuane e Lília Momplé (Moçambique). Todas as autoras desempenham atividades no cenário político, cultural e/ou artístico em seus respectivos países. As autoras vêm ganhando espaço no cenário literário brasileiro e conquistando vários leitores, dos grandes críticos literários, aos leitores das “booksredes”. Todas as autoras têm obras publicadas no Brasil e vocês podem encontrá-las clicando nas imagens.

Paulina Chiziane: contadora de histórias

Foto de António Silva / LUSA, retirada do Instituto Camões

A contadora de histórias Paulina Chiziane é considerada a primeira mulher moçambicana a publicar um romance, Balada de amor ao vento, em 1990. O pioneirismo de Chiziane se destaca, também, por ser a primeira africana a ganhar o Prêmio Camões, em 2021.

Paulina Chiziane nasceu em 4 de junho de 1955, em Manjacaze, província de Gaza, e cresceu nos subúrbios da cidade de Maputo. A autora chegou a iniciar o curso de Linguística, pela Universidade Eduardo Mondlane, mas não finalizou.

Suas obras circulam bem entre o público brasileiro, tanto é que a autora já publicou mais de 5 obras e em grandes editoras. Pela Editora Nandyala, publicou o livro de contos As andorinhas, a obra poética O canto dos escravizados, o infanto-juvenil Tenta!, e Ngoma Yethu (este livro, com Mariana Martins), Eu, mulher por uma nova visão do mundo (ensaio); pela Dublinense, publicou o romance O alegre canto da perdiz, e pela Companhia das Letras, os romances Balada de amor ao vento, Niketche e Ventos do apocalipse.

Abaixo, as sinopses de alguns livros da Paulina Chiziane

As andorinhas
Sinopse retirada do portal da Editora Nandyala: Nascida em Moçambique, filha de um alfaiate e uma camponesa e reconhecida como a primeira mulher moçambicana a escrever um romance, Paulina Chiziane relata, em “As andorinhas”, a história de três personalidades e seus percursos, ao mesmo tempo em que debate sobre o passado e o presente de Moçambique.

O canto dos escravizados
Sinopse retirada do portal da Editora Nandyala: Paulina Chiziane revive, em “O Canto dos Escravizados”, as memórias de um povo e uma nação escravizada, criando, ao mesmo tempo, um chamado de coragem para um choro comum. O livro, de 2018, traz versos livres, tristes, alegres e musicados, para ritmar a dança da história.

Tenta!
Sinopse retirada do portal da Editora Nandyala: A moçambicana Paulina Chiziane, principal escritora negra de Língua Portuguesa, presenteia a leitora e o leitor de todas as idades com essa poética reflexão sobre a pequenez e a soberba do ter diante da plenitude do ser. Em diálogo com a produção do artista plástico afro-mineiro Samora Délcio, os versos da renomada autora convidam a uma vivência universal amorosa com base na simplicidade, no respeito e na solidariedade

Eu, mulher… por uma nova visão do mundo
Sinopse retirada do portal da Editora Nandyala: “Eu, mulher… por uma nova visão do mundo” é um testemunho escrito por Paulina Chiziane em 1992 e publicado pela primeira vez em 1994, por iniciativa da UNESCO. Foi lançada a primeira edição brasileira pela Nandyala em 2013. Nele, Paulina discute a mulher, seu desenvolvimento e da sociedade.

Ngoma Yethu: O curandeiro e o velho testamento
Sinopse retirada do portal da Editora Nandyala: Ao encertarem uma sinuosa incursão por temas tão caros, tão controversos quão polêmicos como as origens da Humanidade, do Cristianismo e da intelectualidade universal no calor do Continente Africano, as autoras defendem, com base em várias fontes, que a evolução da espécie humana e seus significativos avanços tiveram a sua origem em África. Ngoma Yeth: o curandeiro e o Novo Testamento  de Paulina Chiziane, escritora e ativista sociocultural, e Mariana Martins, curandeira e cristã, ambas moçambicanas se inscreve como grande desafio para uma reflexão por parte dos pesquisadores em geral e, em particular, da intelectualidade africana e moçambicana. Desse prisma áureo, a obra avança algumas respostas que, por agora, deixo para o deleite do público leitor.

O alegre canto da perdiz
Sinopse retirada do portal da Editora Dublinense: Delfina é uma mulher negra cujo grito de liberdade está sempre sufocado. Sujeita às vontades do marido negro ou do amante branco, enfrenta as dificuldades de criar uma família multirracial e buscar o sustento em um cenário de casamentos por encomenda, de venda do corpo por quase nada. Misturando imaginação e misticismo, a prestigiada escritora moçambicana Paulina Chiziane apresenta um retrato poderoso e peculiar da sociedade e da mulher africana.

Balada de amor ao vento
Sinopse retirada do portal da Editora Companhia das Letras: Balada de amor ao vento é uma obra pioneira. Não apenas por ser a estreia de Paulina Chiziane na prosa longa e o primeiro romance publicado por uma mulher em Moçambique, mas também por trazer a semente do que a autora viria a construir em Niketche. “Tudo começa no dia mais bonito do mundo”, quando Sarnau vê Mwando pela primeira vez. Ela se apaixona de corpo e alma, ele a abandona. Ela luta para sobreviver à solidão, ele retorna — antes de partir mais uma vez. Eles se envolvem em uma história de amor que tem a relva como cenário e o vento como melodia, mas uma herança conservadora entre os dois. Em um relato poético e quase espiritual de Sarnau, acompanhamos os encontros e desencontros, as escolhas e as renúncias, o desamparo e o privilégio de uma sociedade onde certas tradições afetam diretamente a autonomia da mulher e sua sobrevivência.

Ventos do Apocalipse
Sinopse retirada do portal da Editora Companhia das Letras: “Quem escapa da fome não escapa da guerra; quem escapa da guerra é ameaçado pela fome. Os jovens arrumam a trouxa e partem. Os velhos, as mulheres e as crianças ficam.” Uma história de dois povos em fogo cruzado — impotentes e perdidos, sem saber quem os defende e quem os ataca –, Ventos do Apocalipse nos leva a questionar quanto de ficção há no realismo das descrições brutais de um legado colonial. Neste livro, Paulina Chiziane narra as 21 noites de pesadelo e de tormentos do êxodo dos sobreviventes de uma guerra sangrenta, vistos agora sob a ótica de uma nova e inadiável liberdade.

NIKETCHE Uma história de poligamia
Sinopse retirada do portal da Editora Companhia das Letras: “Ninguém pode entender os homens. Como é que o Tony me despreza assim, se não tenho nada de errado em mim? […] Dei-lhe amor, dei-lhe filhos com que ele se afirmou nesta vida. Sacrifiquei os meus sonhos pelos sonhos dele. Dei-lhe a minha juventude, a minha vida. Por isso afirmo e reafirmo, mulher como eu, na sua vida, não há nenhuma! Mesmo assim, sou a mulher mais infeliz do mundo.” Esse é o desabafo de Rami, protagonista de Niketche, que depois de vinte anos de casamento descobre que seu marido está vivendo uma vida dupla — ou melhor, quíntupla. Em uma tentativa de salvar seu relacionamento e seguindo os moldes da sociedade em que vive, Rami se une às amantes de Tony e exige que ele se case também com as outras quatro mulheres, seguindo o costume da poligamia — somente assim os direitos e a honra das cinco estaria garantido. Mas essa união provoca desdobramentos até então inimagináveis. Nesta crítica ao mesmo tempo divertida e mordaz, Paulina Chiziane, vencedora do prêmio Camões de 2021, explora a cultura e os valores do seu país, a hipocrisia da sociedade em geral e a sujeição das mulheres em todo o mundo.

Sónia Sultuane: poeta, escritora, artista plástica e curadora

Foto retirada do portal da Editora Kapulana

A moçambicana Sónia Sultuane – artista multifacetada: poeta, escritora, artista plástica e curadora – também está no Top 100 mulheres inspiradoras dos PALOP. A escritora nasceu em Lourenço Marques, atual Maputo, em Moçambique, a 4 de março de 1971. A autora começou a sua carreira artística ainda muito jovem e, hoje, é membro da Associação dos Escritores Moçambicanos. Acessando o portal https://soniasultuane.com/, você encontra mais informações sobre a autora e sobre a sua carreira. No Brasil, publicou a obra Roda das encarnações, em 2017, pela Editora Kapulana, na série “Vozes da África”.

Roda das encarnações
Sinopse retirada do portal da Editora Kapulana: Em seu mais recente livro, Roda das encarnações, da série “Vozes da África”, a poeta moçambicana Sónia Sultuane emociona o leitor ao revelar suas impressões mais profundas, como mulher, mãe, poeta e trabalhadora. Os poemas levam o leitor por um universo sensorial e místico em que as vivências espiritual e terrena se misturam, numa viagem por Moçambique, pela Índia e pelo interior vivo e profundo da poeta. Amanda de Azevedo criou delicadas vinhetas para esta edição.

Lília Momplé: contista e romancista

Foto retirada do portal da Editora Funilaria

Lília Maria Clara Carrière Momplé, mais conhecida como Lília Momplé, também está no Top 100 Mulheres Inspiradoras dos PALOP.  A autora nasceu em 19 de março de 1935, na Ilha de Moçambique, localizada ao norte do país, na província de Nampula. A autora frequentou o Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa e terminou com uma Licenciatura em Serviço Social. Lília Momplé foi Secretária-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, entre 1995 e 2001. A autora já ganhou prêmios como: o Prémio Caine para Escritores de África com o conto “O baile de Celina” (2001); o Prémio da Novelística (João Dias) no Concurso Literário do Centenário de Maputo com o conto “Caniço”; e o Prémio José Craveirinha de Literatura (2011).

No Brasil, a autora publicou pela Editora Funilaria as obras Ninguém matou Suhura!, Neighbours e Os olhos da cobra verde.

Ninguém matou Suhura
Sinopse retirada do portal da Editora: Ninguém matou Suhura, da escritora moçambicana Lília Momplé, constitui importante testemunho da recente história de Moçambique, propondo uma reflexão aguda do colonialismo português e seus desdobramentos sociais e históricos. Obra fundamental da literatura pós-colonial moçambicana, este é um livro de contos com cinco narrativas que podem ser lidas de modo independente, mas, ao mesmo tempo, estão interconectadas de forma temática, através da representação e da denúncia da violenta experiência colonial dos povos de Moçambique e Angola ao longo do século XX. Apesar de muito conhecida e estudada nos cursos de literatura africana em expressão portuguesa das universidades brasileiras, este é o primeiro livro de Lília Momplé publicado no Brasil. Na nota de apresentação à edição brasileira, Momplé compartilha as motivações, as influências e as circunstâncias que a induziram a escrever e, mais especificamente, a escrever este livro. “Este meu primeiro livro “Ninguém matou Suhura” foi escrito só depois da Independência do meu país e é a realização de um sonho antigo ao mesmo tempo que me permitiu realizar uma verdadeira catarse, livrando-me de uma carga emocional que carreguei durante anos.”

Neighbours
Sinopse retirada do portal da Editora Funilaria: Na década de 1980, Moçambique passou por uma constante agressão por parte do regime do apartheid da África do Sul, quando se promoviam frequentes ataques assassinos contra os cidadãos moçambicanos, com o intuito de espalhar o temor e desestabilizar o governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). Um desses episódios, ocorrido em Maputo em maio de 1985, inspirou Lília Momplé a escrever Neighbours, publicado pela primeira vez em 1995.

Os olhos da cobra verde
Sinopse retirada do portal da Editora Funilaria: Os olhos da cobra verde, de Lília Momplé, é composto por seis contos, ambientados em Moçambique, em um período situado entre a guerra civil que se seguiu à independência nacional ocorrida em 1975 até a assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992. Em seus contos, Momplé denuncia as violências coloniais e, novamente, é pelo olhar das personagens mulheres que as tramas são apresentadas. No conto que dá nome ao livro, a autora mescla tradições ancestrais moçambicanas e o contexto da guerra civil, como os conflitos entre a Frente de Libertação de Moçambique e a Resistência Nacional de Moçambique que causaram a migração da personagem Vovó Facache, uma velha senhora negra moçambicana, originária do norte do país, para o sul. Em seu terceiro livro publicado no Brasil, Momplé confirma ser uma importante representante da literatura africana de expressão portuguesa.

Odete Semedo: poeta, contista, política e professora universitária da Guiné-Bissau

Foto de Rafaela Martins, retirada do Portal Templo Cultural Delfos.

Da Guiné-Bissau, a autora Odete Semedo está no Top 100 mulheres inspiradoras dos PALOP . Maria Odete da Costa Semedo nasceu em 7 de novembro de 1959, em Bissau, capital da Guiné-Bissau. Odete Semedo é poeta, contista, política e professora universitária da Guiné-Bissau. A autora foi Secretária-Geral e uma das fundadoras da Associação de Escritores da Guiné-Bissau. Ela defendeu a sua tese de doutorado em Letras, na PUC Minas, em 2010. Publicou, no Brasil, pela Editora Nandyala os livros No fundo do canto e Guiné Bissau: história, culturas, sociedade e literatura; e pela Inmensa Editorial, a obra A Palavra Grávida, na Coleção Infame Ruído.

No fundo do canto
Sinopse retirada do portal da Editora Nandyala: “Aqui a autora pôs em relevo a natureza mítica de suas origens, reinscreveu e reinventou símbolos e conteúdos apreendidos do imaginário social da coletividade a que pertence, acionando estratégias representacionais de dignidade e esperança para construir novos sentidos com os quais pudesse identificar-se e remapear experiências partilhadas.”

Guiné-Bissau: história, culturas, sociedade e literatura
Sinopse retirada do portal da Editora Nandyala: Odete Costa Semedo disponibiliza, em Guiné-Bissau: história, culturas, sociedade e literatura, um panorama histórico-cultural e sociopolítico da Guiné-Bissau, desde o período que antecede sua colonização até os dias atuais. Publicado em 2011, a obra enfatiza a presença da tradição oral guineense e sua importância para a cultura de seu povo. Segundo ela, “a voz e a palavra constituem o veículo da tradição”.

A palavra grávida
Sinopse retirada do portal da Inmensa Editorial: A poeta não deseja dizer tudo, mas dizer algo, uma dimensão de uma totalida­de, de uma história. E a sua constatação de não ter con­seguido dizer nada soa ain­da mais assustadora à me­dida que aparece já no seu primeiro livro, Entre o ser e o amar, publicado em 1996 no seu país, Guiné-Bissau. Nos 28 anos subsequentes, o seu desejo de dizer algo além do efetivamente dito cresceu cada vez mais, como esta recolha de éditos e inéditos o comprova.

Dina Salústio: primeira mulher a publicar um romance em Cabo Verde

Foto de Dalyson Oliveira – Eu Sendo Leitor

De Cabo Verde, a autora cabo-verdiana Dina Salústio, primeira mulher a publicar um romance em Cabo Verde, A Louca de Serrano, também está Top 100. Ela nasceu em Cabo Verde, na ilha de Santo Antão, em 1941. Dina Salústio é jornalista, professora e escritora cabo-verdiana. A autora foi uma das fundadoras da Associação dos Escritores Cabo-verdianos. E publicou, no Brasil, a obra Mornas eram as noites, pela Editora Nandyala.

Ao longo de sua carreira, a autora ganhou os seguintes prêmios: Prêmio de Literatura Infantil de Cabo Verde, em 1994, e o Prêmio de Literatura Infantil dos PALOP, em 1999, com o seu livro Mornas eram as Noites.

Mornas eram as noites
Construída à semelhança da estrutura da morna primordial caboverdiana (melopeia cantada por mulheres, com solista e coro), a narrativa de Diná Salústio, brevíssima, expõe a tragicidade da vida de muitas mulheres em Cabo Verde, com a voz de Cesária Évora (“Ó mar, Ó mar!”) e a poesia popular de B. Léza (“Mar azul”) ao fundo. Nas noites mornas ou com mornas ao fundo de Dina Salústio, as protagonistas, sempre mulheres, são quase que pedagogicamente, diríamos, conduzidas por uma perspectiva feminista do discurso: interrogam-se, interrogam os homens, avaliam umas ás outras, denunciam situações com as quais não querem mais pactuar.

Confira a lista completa das Top 100 Mulheres Inspiradoras dos PALOP 2026

Você pode consultar todos os nomes nas redes e no portal da Womenice. As autoras que eu mencionei e trouxe informações são nomes que eu vi na lista e que eu sei que têm obras publicadas no Brasil. Caso algum nome tenha passado despercebido, assumo a responsabilidade e me proponho a editar e atualizar a postagem.

A seguir, a lista retirada de uma postagem na Página da Womenice, no LinkedIn.

  1. Graça Machel,
  2. Paulina Chiziane,
  3. Lurdes Mutola,
  4. Leila Lopes,
  5. Maria Borges,
  6. Mayra Andrade,
  7.  Lizha James,
  8. Yola Araújo,
  9. Yola Semedo,
  10. Pérola,
  11. Ary,
  12. Neyma Alfredo,
  13. Mingas,
  14. Naide Gomes,
  15.  Renata Sadimba,
  16. Nadir Tati,
  17. Filomena Fortes,
  18. Vera Daves de Sousa,
  19. Esperança da Costa,
  20. Suzi Barbosa,
  21. Ana Dias Lourenço,
  22. Carolina Cerqueira,
  23. Gueta Chapo,
  24. Isabel Ferreira,
  25. Maria do Carmo Silveira,
  26. Maria das Neves,
  27. Helena Nosolini Embaló,
  28. Odete Costa Semedo,
  29. Dina Salústio,
  30. Alcinda Panguana,
  31. Anne-Marie Dias Borges,
  32. Sharam Diniz,
  33. Micaela Reis,
  34. Eneida Marta,
  35. Júlia Matoko Diel,
  36. Zuleika Wilson,
  37. Vanessa Sanches,
  38. Elisa Manuel,
  39. Eva Rosa Santos,
  40. Benvinda Levy,
  41. Lília Momplé,
  42. Sónia Sultuane,
  43. Farida Gulamo,
  44. Andrea Serra,
  45. Anyse Pereira,
  46. Cecy Cuambe,
  47. Adelaide Isabel,
  48. Neyma Nassimo,
  49. Adjany Costa,
  50. Josina Machel,
  51. Ana Mileida Correia Leal,
  52. Alisa Astral Lopes,
  53. Sílvia Ferreira,
  54. Iveth Mafundza,
  55. Eunice Andrade,
  56. Nair Nany,
  57. Esperança Mangaze,
  58. Fátima Mimbire,
  59. Nyeleti Mondlane,
  60. Glória Muianga,
  61. Selma Inocência,
  62. Argentina Luís,
  63. Fátima Mendonça,
  64. Margarida Fontes,
  65. Esperanza Matsimbe,
  66. Alima Hussein,
  67. Elsa Matula,
  68.  Jaqueline Ngulo,
  69. Mody Maleiane,
  70. Maria Zangui,
  71. Edite Tenjua,
  72. Miriam Medina,
  73. Vicenta Fernandes,
  74. Nelma Fernandes,
  75. Arthimiza Mendonca Real,
  76. Isabel Espírito Santo,
  77. Alcina Nhaume,
  78. Sandra Mateus,
  79. Sofia Chaves,
  80. Helena Semedo,
  81. Mirian Xavier,
  82. Edna Jorge,
  83. Maria de Jesus Trovoada,
  84. Quitéria Guirrengane,
  85. Elizabeth Moreno,
  86. Andreia Muhitu,
  87. Anabela Adrianópoulos,
  88. Laurinda Tembe,
  89. Tamyris Moiane,
  90. Carmen Mateia,
  91. Catarina Tobarda,
  92. Jessi Madalena,
  93. Nadia Feijó,
  94. Lúcia Brito,
  95. Fauziya Fliege,
  96. São Abdula,
  97. Denise Keyser,
  98. Carmelita Pires,
  99. Elida Almeida,
  100. Tatiana Pereira.

REFERÊNCIAS

BANTUMEN. Estas são as 100 Mulheres Inspiradoras dos PALOP de 2026. Disponível em: https://www.bantumen.com/artigo/100-mulheres-inspiradoras-dos-palop-2026/ Acesso em 16 de mar de 2026

FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Paulina Chiziane – contadora de estórias e memórias. Templo Cultural Delfos, agosto/2021. Disponível no link: https://www.elfikurten.com.br/2015/05/paulina-chiziane.html (acessado em 12/03/2026).

FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção, edição e organização). Dina Salústio – poeta e prosadora cabo-verdiana. Templo Cultural Delfos, dezembro/2022. Disponível no link: https://www.elfikurten.com.br/2016/10/dina-salustio.html (acessado em 12/03/2026).

FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção, edição e organização). Odete Costa Semedo – ancestralidade e a poética do desassossego. Templo Cultural Delfos, agosto/2021. Disponível no link: https://www.elfikurten.com.br/2016/07/odete-costa-semedo.html (acessado em 12/03/2026).

INTEGRITY MAGAZINE. Womenice lança a Lista das Top 100 Mulheres Inspiradoras dos PALOP 2026 no âmbito do Mês Internacional da Mulher. Disponível em:  https://integritymagazine.co.mz/arquivos/58992?amp=1 Acesso em: 12 de mar de 2026.

Lília Momplé na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.pt/artigos/$lilia-momple

SULTUANE, Sónia. Sónia Sultuane. Disponível em: https://soniasultuane.com/ Acesso em: 12 de mar de 2026.

WOMENICE. Disponível em: https://womenice.org/ Acesso em: 12 de mar de 2026.


[1] Embora a Guiné-Equatorial também tenha o Português como Língua Oficial, não vi nenhum nome na lista.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *